sexta-feira, 2 de maio de 2008

Enfim, algo sensato sobre a violencia infantil!



Estadão, ALIÁS
27 de abril de 2008
FONTE: http://www.estado.com.br/suplementos/ali/2008/04/27/ali-1.93.19.20080427.13.1.xml

CASO ISABELLA


Pais sem rumo, crianças sofridas
Filhos não têm como se defender da displicência, dos excessos ou da irresponsabilidade dos pais
Maria Rita Kehl*

No momento em que escrevo este artigo ainda não há conclusões definitivas sobre o assassinato da menina Isabella. Mas desde o primeiro dia a sociedade já havia decidido condenar o casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá. Aos poucos a indignação popular aumentou, orquestrada inescrupulosamente pelos telejornais em disputa por audiência, até se transformar em pura sanha linchadora.
Não me disponho a tentar explicar o que teria levado um pai e uma madrasta a assassinar, ainda que acidentalmente, uma criança, e depois livrar-se do corpo de maneira tão brutal. Fora da clínica e da transferência, o psicanalista é tão leigo quanto qualquer pessoa ante os sintomas e surtos alheios. O que a experiência clínica oferece são algumas chaves para a compreensão das condições subjetivas presentes em uma sociedade, que favorecem certas manifestações aberrantes, violentas e aparentemente incompreensíveis.
Como entender essa torcida em massa para que o pai e a madrasta de Isabella sejam os culpados? Em primeiro lugar, penso que diante dos crimes domésticos as pessoas se sentem menos inseguras do que diante do fantasma da violência social generalizada que assola o país. "Se o crime foi cometido em família, isso é lá problema deles", pensamos, na esperança de que em nossa família essas coisas não aconteçam. Em segundo lugar, a família de Isabella pertence à mesma classe média dos consumidores de jornais e revistas, público alvo dos anunciantes da televisão. No dia 20 de abril, um menino negro de 11 anos foi morto com um tiro na cabeça na favela da Vila União, em São Paulo. Até agora, não vi a imprensa acompanhar a apuração do assassinato do pequeno Jefferson Alves, considerado desinteressante pela sociedade.
É evidente que a figura mitológica da madrasta excita a imaginação popular. A personagem da madrasta má, nas histórias infantis, encobre o lado sombrio da mãe. É ela quem encarna o egoísmo, a rivalidade, a crueldade ou o descaso para com o sofrimento das crianças, de modo a manter a idealização da maternidade biológica e conservar a santa mãe em seu pedestal. No entanto, qualquer psicanalista sabe o quanto as mães são capazes de abusar de seus filhos, rivalizar com suas filhas, violentar a dignidade deles, desrespeitar seus direitos.
O colunista da Folha de S. Paulo Contardo Calligaris fez uma análise interessante sobre o ciúme que algumas madrastas sentem de suas enteadas, disputando com elas o lugar de filhas de seus companheiros. Vale lembrar que a presença do (a) enteado (a) também pode reavivar os ciúmes da madrasta em relação à mulher que a precedeu. Mas nem todas as madrastas odeiam seus enteados. Conheço casos, em meu próprio consultório, em que a presença e a intervenção de madrastas generosas e sensíveis praticamente salvou a infância de filhos maltratados ou abandonados por mães imaturas, que se vingavam do ex-marido maltratando os filhos dele. Evito embarcar em uma defesa conservadora da família "de sangue" em detrimento de outras configurações familiares.
Os crimes domésticos colocam em evidência o desamparo infantil. As crianças não têm como se defender da displicência e da irresponsabilidade dos pais, nem dos excessos de amor, de sensualidade, de ira, de gozo: pais, mães, padrastos, madrastas, avôs e avós abusam de várias maneiras, "por amor", de crianças indefesas. Neste sentido, para a criança, a família não é um ambiente tão seguro quanto se imagina. Pesquisa da Unicef sobre a violência doméstica no Brasil revela que 44,3% dos homicídios de crianças ocorrem dentro de casa, sendo 34,4% deles cometidos por parentes das vítimas. Sem contar os casos de abuso sexual, que ocupam o primeiro lugar na lista das formas de violência familiar.
É evidente que existem famílias tranqüilas, pais e mães equilibrados e protetores. Mas a família moderna, fechada sobre si mesma, toda voltada para a produção de bem-estar, fundada nas formas mais egoístas de amor, é um canteiro propício, no mínimo, à violência psicológica. Os filhos frustram as expectativas dos pais, o amor vira moeda de barganha e chantagem mútua, a esperança de entendimento de parte a parte é freqüentemente obstruída pela culpa que cada um sente por não amar o outro tanto quanto devia.
Apesar disso, não existe nenhuma outra instituição que a substitua. Desejamos formar família, viver em família, criar condições de convívio protetoras, agradáveis. Mas é bom lembrar que se a família, em seus moldes tradicionais, fosse um mar de rosas, Freud não teria criado a psicanálise.
Se a criança é desamparada frente aos que cuidam dela, os adultos de hoje também se sentem desamparados no exercício de suas funções. A vida contemporânea está tão privatizada, tão indiferente a valores ligados ao bem comum, a sociedade tornou-se tão narcisista e infantilizada, que o bem-estar das crianças se tornou praticamente o único ideal dos adultos. Ser "bom pai" tornou-se a razão de viver de adultos que perderam as referências para saber tanto o que é ser "bom" quanto o que é ser "pai" (ou "mãe"). Se os filhos se tornam o único ideal de seus pais, estes não têm mais nada a lhes transmitir a não ser "seja feliz" - isto, numa sociedade em que felicidade se mede pela capacidade de consumo e diversão.
O desamparo do adulto diante das exigências dos filhos, a quem eles próprios prometeram dar "tudo de bom e de melhor", tem resultados patéticos ou, no pior dos casos, trágicos. Algumas crianças, hiperestimuladas e excitadas, ficam cada vez mais insatisfeitas e agressivas enquanto os pais, incapazes de estabelecer limites para a farra que eles mesmos prometeram, vivem exasperados, culpados, impotentes - e às vezes, tão fora de controle quanto os pequenos. Um adulto que se vê incapaz de educar uma criança é capaz de confundir autoridade com violência, poder simbólico com coerção física.
Vez por outra, um desses pais incapazes de colocar limites em seus filhos também corre o risco de perder os próprios limites.

* Maria Rita Kehl, psicanalista, escreveu Sobre Ética e Psicanálise (Companhia das Letras) e Ressentimento (Casa do Psicólogo), entre outros.

São essas as novas versões do trabalho do século XXI?



Folha de São Paulo, quinta-feira, 01 de maio de 2008

O que temos para comemorar?

RICARDO ANTUNES

Vivemos uma explosão de denúncias sobre o aviltamento do trabalho. A cada dia vemos mais exemplos de trabalho escravo no campo, nos rincões do latifúndio. No agronegócio do açúcar, cortar mais de dez toneladas de cana por dia é a média por baixo, "low profile".
No final do ano passado, esta Folha descreveu a degradação do trabalho imigrante, especialmente boliviano, nas empresas de confecção em São Paulo. Jornadas de até 17 horas diárias em troca de casa e comida. Trabalho imigrante no limite da condição degradante.
Mas o espetáculo é multifacético e se esparrama por todas as partes: "chicanos" nos EUA, decasséguis no Japão, "gastarbeiters" na Alemanha, "lavoro nero" na Itália, "brasiguaios" no Paraguai -a lista não tem fim.
Sem falar nos desempregados do Leste Europeu que invadem o "pequeno canto do mundo" ocidental em busca dos restos do labor.
Se nos inícios do século 20 os povos do Norte migraram em massa para o Sul, encontrando acolhida, agora presenciamos o exato inverso, pois o fluxo migracional mudou de direção. Os deserdados do Sul tentam furar os bloqueios do Norte, cujo exemplo mais abjeto é o muro da vergonha que separa os EUA do México.
Ou, mais sutil, mas também cruel, a barreira das polícias alfandegárias nos aeroportos do chamado "mundo civilizado", obstando a entrada dos "bárbaros" do fim do mundo. O exemplo da Espanha contra brasileiros é a mais recente expressão fenomênica do problema e fala por si só.
Mas há uma autêntica conquista da chamada globalização: enquanto os capitais migram com velocidade mais ágil que a dos foguetes, o trabalho deve mover-se no passo das tartarugas.
Capitais transnacionais livres e trabalhadores nacionais cativos. Num mundo cada vez mais maquinal, informacional e digital, presenciamos também a explosão do "cybertariado" (Ursula Huws), trabalhador qualificado da era da cibernética que vivencia as condições do velho proletariado. A informalização, dada pela perda de liames contratuais de trabalho, vem aumentando em escala global, num contexto de ampliação de todas as formas de terceirização, gerando as mais distintas modalidades de trabalho precário, que se desenvolvem com a chamada polivalência da era flexível.
No Japão, jovens operários migram em busca de trabalho nas cidades e dormem em cápsulas de vidro, do tamanho de um caixão. São os operários encapsulados. Do outro lado do mundo, na nossa América Latina, encontramos trabalhadoras domésticas (mulheres e crianças) que atingem a jornada semanal de 90 horas de trabalho, com um dia de folga ao mês (Mike Davis), numa era em que poderíamos trabalhar dez vezes menos, se a lógica predominante não fosse tão destrutiva para a humanidade que depende de seu trabalho para sobreviver.
São essas algumas cenas do trabalho hoje. E ninguém poderá buscar um emprego, atualmente, se não demonstrar que realiza "trabalhos voluntários". É curioso: para conseguir emprego, são "obrigados" a realizar trabalhos "voluntários".
E isso sem falar na explosão do estagiário, candidato fresquinho a roubar um trabalho efetivo com remuneração de escravo. Ou nas tantas manifestações de desigualdade de gênero, em que as mulheres trabalham mais, com menos direitos e reduzida remuneração. Sem falar das diferenciações étnicas e raciais.
Quero terminar indicando só mais um exemplo de trabalho degradado: a crescente inclusão de crianças no mercado de trabalho global, nos países latino-americanos, asiáticos, africanos, bem como nos países centrais, como EUA, Inglaterra, Itália, Japão, sem falar na China, Índia etc.
Não importa que o trabalho adulto se torne supérfluo e que muitos milhões de homens e mulheres em idade de trabalho vivenciem o desemprego estrutural. Mas os meninos e meninas devem, desde muito cedo, fazer parte do ciclo produtivo: seu corpo brincante transfigura-se muito precocemente em corpo produtivo para o capital (Maurício da Silva).
Na produção de sisal, na indústria de calçados e confecções, no cultivo de algodão e cana, nas pedreiras, carvoarias e olarias, no trabalho doméstico, são inúmeros os espaços em que o trabalho infantil valoriza o capital.
Na indústria de tapeçaria da Índia, lembra Mike Davis, as crianças trabalham de cócoras em jornadas que chegam a 20 horas por dia. E na indústria do vidro, trabalham ao lado dos tanques com temperatura próxima de 1.800 graus centígrados ("The State of the World's Children - 1997", Unicef). Seriam, então, esses exemplos excrescências dentro de uma ordem societal preservadora do trabalho?


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RICARDO LUIZ COLTRO ANTUNES, 54, é professor titular de sociologia do trabalho do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e autor, entre outros livros, de "Os Sentidos do Trabalho".

terça-feira, 15 de abril de 2008

Depois de um ano e meio, já dá pra entender a minerice!



Fonte original: http://bertilicia.multiply.com

Dica = leia as palavras da coluna esquerda em voz alta!
lidileite = litro de leite

mastumate = massa de tomate
dendapia = dentro da pia
badapia = debaixo da pia
unkidicarne = 1 kilo de carne
tradaporta = atras da porta
badacama = debaixo da cama
pingumel = pinga com mel
iscodidente = escova de dente
nossinhora = nossa senhora
pondiôns = ponto de onibus
denduforno = dentro do forno
doidimai = doido demais
tidiguerra = tiro de guerra
ãnsdionti = antes de ontem
secetembro = sete de setembro
sapassado = sabado passado
óiuchêro = olha o cheiro!
óikichero = olha que cheiro
vidiperfum = vidro de perfume
óiprocevê = olha pra voce ver!
tirisdaí = tira isso dai
onquié = onde que é?
quainahora = quase na hora
otudia = outro dia
prõnóstãuínu = para onde nós estamos indo?
ládoncovim = lá de onde que eu vim
proncovô? = para onde que eu vou?
Oncotô? = onde que eu estou?
Simbortão? = vamos embora, então?
Pópô o pó? = pode pôr o pó? = de café
Pópicauáio? = pode picar o alho?
onquetá? = onde está?
dôdestongo = dor de estômago
issakipómoiá? = isto aqui pode molhar?
mardusfigo = mal do fígado
pôpurbaxo = por por baixo
usvidifora = os vidros de fora
usvididento = os vidros de dentro
usmininxegaro = os meninos chegaram
asmininxegaro = as meninas chegaram
pópegakasmão? = pode pegar com as mãos?
uventátáondi = o avental está aonde?
ugáscabô = o gás acabou
lidialco = litro de alcool
vrido = vidro
bronbil = bombril

Ainda tem...
bassoradinalho = vassoura de nylon
RZ = RG
papel toaila = papel toalha
pranta = planta
barrêoterrero = varrer o quintal
dendocisne = dente do ciso
distraí o denti = extrair o dente
inzame = exame
cunzinha = cozinha

E por ai vai...

Para cuidar melhor da nossa breve existência e deixar uma herança melhor do que tivemos!




40 ITENS PARA UMA VIDA NATURAL

As mudanças mais poderosas e doradouras são as que começam no cotidiano de cada um. Aqui seguem algumas dicas para o exercício da ecologia pessoal. Escolha suas prioridades.

Dicas de Carlos Cardoso Aveline

1- Respirar mais profundamente: A verdade é que o sangue precisa de oxigênio. Respiração profunda amplia a clareza da mente e dá mais saúde física. Faça isto, calmamente, durante alguns minutos por dia. Diante de ar livre e puro, na medida do possível.

2- Dar folga para o estômago: Seu estômago é um dos seus amigos mais importantes. Não se empanturre. Dê descanso ao estômago. Coma para alimentar-se. Não se intoxique.

3- Abrir espaço para a qualidade de vida na rotina diária: Não deixe para depois de amanhã a melhora que pode produzir e estabelece hoje. A qualidade de vida é uma planta que a gente tem que regar todo o dia.

4- Fazer periodicamente uma auto-avaliação: Verificar regularmente, item por item, o grau de coerência que você já atingiu na vivência do seu ideal ecológico, identificando de que modo pode continuar auto-aperfeiçoando-se e avançar cada vez mais.

5- Restringir o consumo de remédios: Tome remédios só quando for de fato necessário. Prefira terapias complementares, como homeopatia, acupuntura, do-in, naturismo. Os laboratórios químicos induzem ao consumo de remédios não só desnecessários, mas prejudiciais.

6- Comer menos carne: Afaste-se, gradualmente, do processo de massacre diário dos animais para o mercado de carne. Há outros motivos. A carne vem com hormônios, conservantes e toxinas que a tornam alimento pouco saudável. Por seu lado, a carne de peixe pode acumular, com a poluição, metais pesados despejados nos rios. Diminua a carne, e se quiser proteínas animais prefira leite, queijo, ovos. Pense em uma alimentação mais vegetariana.

7- Restringir o uso do automóvel: Carro particular causa poluição ambiental e priva o seu organismo do necessário exercício físico. Use-o só quando necessário. Se ele não for indispensável, dê preferência ao ônibus e, em distâncias menores, à bicicleta. Esta última descongestiona o trânsito nas cidades, não polui e faz bem à saúde. Nas distâncias curtas, caminhar é a melhor opção.

8- Trocar o café pelos chás naturais: A ingestão excessiva de café pode causar problemas de comportamento, alterações cardíacas, câncer na bexiga e aumento do colesterol. A cafeína produz insônia e excitação nervosa. O café de cevada pode ser uma alternativa.

9- Adotar uma árvore (ou mais de uma): Além de todas as funções ecológicas conhecidas, ter uma ou mais árvores por perto acalma as pessoas e melhora seu estado de ânimo. No caso de hospitais, pacientes que têm árvores dentro de seu campo visual ficam curados mais rapidamente. Mantenha seu bem-estar interior convivendo mais com árvores. Defenda-as, quando ameaçadas. Cuide delas. Plante mudas. Verá como então se sentirá melhor.

10- Deixar o cigarro completamente: Além de tabaco, o cigarro contém quase 2 mil agentes químicos, na maior parte cancerígenos. Respeite seus próprios pulmões e os dos outros. Para plantio de fumo, florestas nativas são cortadas, pesticidas lançados ao solo, e o impacto ambiental é muito grande. As mesmas terras poderiam em vez disto, estar produzindo alimentos para os pobres. O consumo de cigarro é provocado artificialmente por campanhas de propagandas multinacionais. Economicamente, as doenças geradas pelo cigarro significam grande prejuízo para a sociedade.

11- Preferir alimentos com fibras: Segundo a Organização mundial de Saúde, 80% dos casos de câncer ocorrem por razões ambientais, inclusive o cigarro e a má alimentação. Os alimentos integrais, com fibras, previnem problemas de saúde. Restrinja os alimentos artificiais ou refinados.

12- Uma pausa antes de comer: Antes de iniciar a refeição, pare um instante, acalme sua mente, concentre-se na idéia mais elevada que puder imaginar no momento. Deixe de lado toda a pressa e ansiedade. E então comece a comer com calma e tranqüilidade, para que a digestão possa começar de maneira certa.

13- Economize e recicle papel: Use papel dos dois lados. Quando possível, compre papel reciclado, ou pelo menos não branqueado com cloro, produto extremamente nocivo ao meio ambiente.

14- Restringir as frituras: Se você não resiste a uma fritura de vez em quando, faça com que isto seja apenas uma exceção, e use somente óleos leves, que ajudam a controlar o colesterol. É melhor tentar viver sem frituras.

15- Comer alimentos naturais da estação: Os vegetais produzidos fora da estação exigem uso mais intensivo de pesticidas e substâncias químicas. Prefira as frutas e legumes da época. Lembre-se de lavar bem as verduras para tirar delas os restos de agrotóxicos. A vitamina A e o cálcio presentes em verduras, na cenoura e na maça ajudam a neutralizar o chumbo, cobre e outros metais pesados acumulados em nosso organismo.


16- Fazer exercícios físicos diariamente: Caminhe, ande de bicicleta, faça um pocuo de ioga, jogue vôlei, futebol ou basquete, tênis ou tênis de praia. Exercícios físicos moderados são essenciais para manter a saúde e uma atitude equilibrada diante da vida, evitando as causas do estresse e tensão.

17- Procurar os recicláveis: quando for às compras, priorize os produtos recicláveis, confiáveis, que podem se consertados, reabastecidos, recarregados e usados de novo. Evite produtos que dependem de pilhas e baterias, porque são altamente poluentes.

18- Praticar meditação: considerada por alguns como instrumento para uma ecologia da mente e dos sentimentos, a meditação não é uma prática tão complicada quanto se pensa. Basta sentar-se em silêncio e observar a passagem dos pensamentos pala mente como se fossem nuvens do céu, isto é, sem comprometer-se psicologicamente com eles, até que o seu firmamento mental fique todo, ou quase todo, livre de nuvens. Mesmo que o seu céu não fique inteiramente límpido você notará que as nuvens ficarão mais altas, brancas, agradáveis e claras. Leia, lentamente um bom livro sobre meditação.

19- Usar garrafas de vidro: Evite as garrafas de plástico e as latas, que terão de ser descartadas, enquanto as de vidro são imediatamente recicladas. Esta é uma pequena opção individual, diária, por uma sociedade ecologicamente viável. Um pequeno ato de autodisciplina e respeito pelo meio ambiente.

20- Sebo na margarina: quando é mostrada nas propaganda de televisão, a margarina parece um produto saudável. Na verdade ela é produzida com vários óleos vegetais misturados a gorduras animais como o sebo. Para ficar parecida com a manteiga, a margarina recebe antioxidantes, flavorizantes, corantes, emulsificantes, espessantes, acidulantes e conservantes, todos aditivos químicos de algum modo prejudiciais a saúde. A margarina é um alimento totalmente ilusório.

21- Usar inseticidas caseiros: Nenhum inseticida químico é inofensivo. Se pensa que precisa usá-lo, leia a bula e siga as instruções com cuidado. Mas há também algumas soluções alternativas. Para formigas, coloque algumas gotas de suco de limão na entrada do formigueiro e deixe ali a casaca. Tente também o pó de café, talco, pimenta e cinzas. Para baratas, misture bicarbonato de sódio com açúcar, e coloque em tampinhas de garrafas nos locais freqüentados por elas (sob a geladeira, fogão, em ralos e lixeiras). O açúcar as atrai e o bicarbonato as mata. Para traças, a cânfora é tão eficiente quanto a naftalina e muito menos tóxica. Para aranhas, se forem pequenas e inofensivas, evite mata-las; elas se alimentam de vários insetos desagradáveis. Para pulgas, o maior problema é com os animais de estimação. Lave-os com água morna e sabonete e enxugue-os. Aplique após uma solução caseira eficaz para manter as pulgas a distância: duas colheres de sopa de alecrim fervidas em um litro de água.

22- Restringir o uso de forno micro-ondas: O forno de micro-ondas pode desenvolver aminoácidos tóxicos para o rim e o fígado em alimentos como o queijo, leite, carne e peixe. Ele não dá aos alimentos uma temperatura uniforme capaz de eliminar todas as bactérias.

23- Economizar água: Água é um recurso natural escasso. Não deixe a torneira aberta todo o tempo enquanto escova os dentes. Não fique meia hora no embaixo do chuveiro aberto. Tome providências imediatamente se há um vazamento em sua casa ou prédio.

24- Proteger as crianças dos alimentos perigosos: Mediante um bom diálogo e um trabalho de educação integral, você pode conscientizar seus filhos(e os amigos deles, já que uma criança não vive isolada) sobre os problemas dos excessos de doces e balas, dos refrigerantes, hambúrgueres, cachorros-quentes, e outra armadilhas do chamado mundo moderno. Estes alimentos têm muitas vezes não só açúcar branco, mas corantes, conservantes e outros aditivos prejudiciais a saúde. A satisfação que eles dão dura poucos segundos, mas há conseqüências de longo prazo como fraqueza nos dentes, maiores possibilidades de contrair doenças e gastos com médicos e dentistas.

25- Restringir a televisão: Usada em excesso, a televisão interrompe a vida familiar e destrói, também, a vida intelectual, cultural e social das pessoas. Com seus programas, muitas vezes alienantes, a televisão é um exemplo de poluição mental e deseducação da população em vários níveis, incentivando o consumismo desnecessário. Mas, usada com moderação, pode ser um fator positivo em sua vida. Às vezes há filmes bons. Existem bons noticiários e alguns programas culturais e até ecológicos.

26- Restringir o uso de panelas de alumínio: Procure substituir gradualmente suas panelas de alumínio. Prefira as esmaltadas, de ferro, ou ainda de vidro. O alumínio da panela de despreende quando são cozidos alimentos ácidos, ou quando se raspa o recipiente com força. Há várias doenças associadas ao excesso de alumínio no organismo humano.

27- Transpirar naturalmente: Não exagere com os desodorantes. O suor natural é importante para eliminar as toxinas. Desodorantes supostamente modernos, à base de cloridrato de alumínio, formaldeído e amônia, bloqueiam os poros da pele e fazem mal à saúde. Talcos neutros e polvilho anti-séptico “granado” são inofensivos à pele e necessitam de uso menos freqüente. Para banhar-se e lavar-se prefira sabonetes naturais.

28- Nunca usar amianto: Evite totalmente amianto, seja em telhas, reservatórios de água ou qualquer outro produto. O amianto desprende microfibras que são inaladas na respiração e podem provocar graves doenças respiratórias inclusive irreversíveis. O produto já foi proibido na Alemanha e outros países. Também é nocivo ao meio ambiente e à saúde dos trabalhadores que o produzem.

29- Não exagerar com o computador: Os computadores emitem baixos níveis de radiação que podem causar dor de cabeça e outros sintomas a pessoas que fiquem muitas horas por dia diante deles. O perigo maior é para mulheres grávidas de poucos meses, que podem sofrer aborto. De qualquer modo, evite ficar mais de quatro horas por dia na frente do computador. Faça uma pausa a cada hora de trabalho.

30- Dar folga para o seu bolso: Compre só o necessário. Vivemos em um mundo de falsas necessidades, criadas artificialmente. Saia fora do círculo vicioso de consumo-pelo-consumo, responsável por tanta destruição ambiental, tanta exaltação do egoísmo. Uma atitude mais reservada em relação à compulsividade consumidora pode, literalmente, dar lucro a você.

31- Ser um cidadão atuante: Tenha às mãos os telefones da Secretaria Municipal de Meio ambiente de sua cidade e da entidade ecológica mais próxima. Denuncie qualquer irregularidade da qual venha a saber, dando seu nome e endereço para confirmação da denúncia. Sempre que possível, participe de ações concretas em defesa do meio ambiente. Mantenha contato com os políticos que elegeu e pressione para que eles se posicionem corretamente nas questões ambientais e de qualidade de vida. Converse com os seus familiares sobre a defesa ambiental.

32- Fazer passeios pela natureza: Ninguém pode amar ou defender o que não conhece. Deixe de lado a tensão do trabalho urbano e visite os lugares da natureza. Esvazie-se da pressa e aprenda a perceber a música e harmonia presentes no silêncio da natureza.

33- Evitar bebidas fortes: Bebidas alcoólicas são em geral uma violência contra o organismo humano. Se não puder renunciar totalmente ao uso de álcool, opte por uma cerveja gelada em doses homeopáticas. Evite o pileque como o meio de transcender a sua consciência média da realidade. Se quiser transcender, decida-se pela meditação, leia sobre ioga. É bem melhor do que destruir o sistema nervoso com bebidas alcoólicas.

34- Na praia, evitar excesso de sol: Entre 10h00 e 15h30 há um maior perigo. Os índices de câncer de pele no Brasil já são preocupantes.

35- Repelentes naturais: Evite utilizar repelentes químicos contra insetos como o mosquito e o borrachudo. Para essa finalidade, prefira o óleo de bergamota e outros produtos inofensivos à saúde humana e ao meio ambiente. Que podem ser encontrados em lojas naturais. Colocar tela na casa e usar mosquiteiro também constituem providências sensatas.

36- Ao dirigir, evite altas velocidades: Altas velocidades não são apenas perigosas para você e para os outros, mas prejudicam todo o meio ambiente. Dirigindo a 112Km por hora, por exemplo, você gasta 25% mais combustível do que viajando a 88Km/h. andando mais devagar, você economiza dinheiro e polui menos.
37- Evitar a causa das dores-de-cabeça. De cada dez casos de dor de cabeça, nove são resultados de tensão, inclusive ansiedade, depressão, preocupação e outros problemas emocionais. Tomar comprimidos é uma falsa solução. Beba um chá de camomila. Sente-se calmamente, espinha dorsal ereta, pés firmemente no solo, e imagine a energia que está concentrada na cabeça dissolvendo-se e distribuindo-se calmamente. Relaxe. Revise, examine e elimine um a um os fatores tensionantes de sua vida diária.

38- Evitar o uso de plásticos: Se vai às compras, leve de casa uma sacola. Dispense embalagens desnecessárias.

39- Ser sério, mas não carrancudo: O bom humor e o riso contribuem para manter-nos relaxados e evitar tensões ou doenças. Fale sobre seus problemas com amigos confiáveis. Desabafar com gente amiga é uma maneira de evitar que os problemas ganhem importância exagerada. Quando falamos dos problemas, eles desinflam.

40- Manter contato com o jornal que você lê, a rádio que escuta, a estação de televisão que assiste: Ligue para seus meios de comunicação preferidos e faça sugestões de assuntos que deveriam ser abordados, critique quando errarem, elogie quando acertarem. A influência do consumidor é decisiva para que os meios de comunicação possam melhorar seu conteúdo. Escreva cartas para a coluna do leitor e expresse seus pontos de vista.

Fonte: Dicas de Carlos Cardoso Aveline - repassadas para INTRASEC pela SUDEPE/DIPES/CDP - Programa Saúde Ocupacional

in: http://www.sec.ba.gov.br/saude_ocupacional/texto31.htm

domingo, 23 de dezembro de 2007

Mais confissões sobre o dopping no esporte de alto rendimento!



São Paulo, domingo, 23 de dezembro de 2007
ATLETISMO

Marion Jones seguia "cartilha dopante", diz Justiça dos EUA
DA REPORTAGEM LOCAL

A velocista norte-americana Marion Jones usou drogas variadas e com mais freqüência do que admitiu à Justiça de seu país. A revelação é de uma corte de Nova York, que divulgou documentos do escândalo de doping que envolveu a atleta.
Segundo os papéis, ela tomava substâncias proibidas "com propósito orientado e planejado a eventos futuros". A atleta admitiu ter usado o hormônio THG entre 2000 e 2001 e, por isso, perdeu as cinco medalhas (três de ouro) dos Jogos de Sydney-00.
As novas provas indicam que Jones fez uso também da substância ilegal EPO. Um calendário apreendido registra aplicações de doses da droga a diversos atletas.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Cuidados que devemos ter para festar!



Festas não são lugar para corpo mole

Leia como o organismo tenta se proteger de sexo, drogas e brigas

Leif Ansol

Da New Scientist

O desenrolar de uma festa pode envolver desde a ingestão a lesões físicas.

Apesar de serem evento que podem facilmente sentidos, muitas informações a respeito deles passam despercebidas, dentro do organismo.

O texto abaixo revela em detalhes, o que ocorre dentro do corpo de uma pessoa durante uma enxurrada de sensações festivas.

23h05: Ouvidos não detectam nenhum som saindo de trás da porta. Hormônios de estresse secretados. Cancelados:visão detecta um outro casaco pendurado no hall.

23h10: Relatórios de sabor – salgado. Relatório de textura – arenoso. Nervo pneumogástrico: avisar estômago da chegada iminente de amendoins, em cerca de seis segundos. Estômago: esguichar ácidos e pepsina; secretar gastrina.

23h15: Mudança de padrão do fluxo sanguíneo cerebral. Ligados o circuito de conversa sobre amenidades, aberto banco de dados da memória, seção livros e filmes.

23h20: Sistema visual envia aviso: prevista exposição a álcool a qualquer momento. Boca se franze, esôfago reduz temperatura, estômago se agita. Avisar fígado que está na hora de começar a desintoxicação.

23h30: Bate-papo começa a secar. Reabrir bancos de dados da memória, selecionar recordações das férias, anedota nº 3. Não – aquela não. Tarde demais – enviar sangue às bochechas, ligar glândulas sudoríparas, contrair músculos zigomáticos emostrar sorriso constrangido. Surge sede repentina.

0h05: Hipotálamo notifica aumento da temperatura corpórea. Reduzir isolamento térmico antes de glândulas sudoríparas entrarem em ação novamente.

0h20: Rápido exame visual detecta pizza... cogumelos fritos... pão com queijo...salsichas frias... maionese de batatas. Aumentar fluxo de saliva para 5mililitros por minuto. Acionar programa de engolir. Despertar vesícula biliar, colocar pâncreas emprimeira. Duplicar fluxo sanguíneo em direção aos intestinos.

0h45: Entra mensagem vinda do duodeno: ataque de gorduras. De novo: ataque de gorduras. Avisar ao estômago: desaceleras. Ligar todos os sistemas de enzimas digestivas no máximo.

1h05: Nível alcoólico no sangue ainda subindo. Estômago sente dificuldade. Receptores elásticos na parede da bexiga se queixando.

1h10: Ouvidos detectam aumento súbito de intensidade sonora. Aumentar ritmo cardíaco. Dilatar pequenas artérias nos músculos dos braços e pernas e os suprir de sangue. Receptores nas articulações relatam ondas de movimentos rítmicos e espasmódicos. Pressão sanguínea em ascensão. Medula instrui pulmões para funcionarem mais rapidamente. Temperatura em ascensão, de novo.

1h30: Ritmo cardíaco ainda está em 130 batidas por minutos, consumo energético a 7,5 kilocalorias por minuto. O que normalmente acontece a essahora da noite? Consultar ritmo circadiano. Chocolate quente e chinelos? Esqueça. Ligar sensação Mick Jagger.

2h10: A música está ficando mais lenta, graças a Deus. Receptores táteis confirmam contato com objeto macio e quente. Nervo facial: fechar pálpebras. Nervo da espinha dorsal: Organizar movimentos amorosos de braços.

2h11: Receptores de dor emitem sinal dilatarvasos sanguíneos na bochecha esquerda. Pode-se prever um pouco de dor.

2h20: Enviar aviso a estômago: vinho tinto e frango “tandoori” previsto para chegarem a qualquer momento. Inchaço notificado no quadrante abdominal direito inferior. Flatulência surgindo.

2h45: Receptores químicos reportam cheiro estranho. Checar axilas. Visão relata grande cigarro passando de mão em mão pela sala. Centros éticos no córtex não reagem – todas as linhasestão cortadas. Avisar sistema respiratório para não inalar. Ignorar receptores de equilíbrio – a sala não está se mexendo de verdade.

3h03: Concretizando o contato visual mútuo prolongado. Dilatar pupilas. Aproximação. Córtex: ligar programa sedução.

3h10: Receptores táteis nos lábios e na língua operando em carga máxima. Ritmo cardíaco e pressão sanguínea em ascensão.

3h15: Chegam relatórios interinos do sistema imunológico: grande derramamento de bactérias incomuns detectado no estômago. Contaminação viral reportada na boca.

3h30: Músculo bucinador e orbiculares dão sinais de cansaço. Receptores táteis no couro cabeludo e orelhas estão ativos.

3h35: Alerta máximo: grande corpo musculoso com punhos erguidos se aproxima. Levantar rápido. Liberar adrenalina. Aumentar ritmo cardíaco. Projetar o próprio punho. Receptores táteis nas articulações dos dedos relatam contato com fileira dupla de objetos duros e afiados. Dizer “ai!”. Correr para o banheiro.

3h36: Rompimento de pele. Mobilizar sistema de coagulação sanguínea na mão direita. Sistema imunológico relata invasão de bactérias bucais no setor das articulações da mão. Iniciar reação inflamatória.

4h00: Ouvidos reportam redução do barulho de fundo. Deixar glândulas de plantão. Nível de cafeína no sangue em ascensão. Religar córtex cerebral. Ativar programa de conversa séria. Procura nos arquivos os tópicos solução dos problemas mundiais, diferenças entre homens e mulheres, existência ou não de Deus.

À medida que a noite avança nosso festeiro mergulha em torpor alcoólico refletindo sobre o significado da vida. Mas nas profundezas de seu corpo os excessos vividos durante a festa exercem seus efeitos negativos.

Ele expôs seu sistema digestivo a uma enxurrada de comida e bebida sem respeitar seus limites.

Foi penetrado por uma exótica coleção de micróbios, vindos da comida, dos beijos e do soco que deu na boca de seu agressor. Suamão está cortada, seu rosto inchado e com hematomas.

Ele submeteu seus sistemas muscular e cardiovascular a uma canseira generalizada e ficou extremamente desidratado.

Mas, apesar de tudo, está feliz.

Tradução de Clara Allain

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Invasão de privacidade diminui o medo do desconhecido?



São Paulo, quarta-feira, 06 de dezembro de 2006

CARLOS HEITOR CONY

Tempos modernos

RIO DE JANEIRO - A direção de um colégio mandou instalar câmeras de TV nos banheiros do estabelecimento. O motivo seria o de impedir atos de vandalismo, muito comuns em escolas, aeroportos, cinemas e outros locais públicos. De quebra, amplia a fiscalização do uso de drogas e atos ditos indecorosos.
Ao ler a notícia, lembrei uma das obras-primas de Chaplin, "Tempos Modernos", de 1936, em que o operário estressado na esteira de produção, apertando parafusos, vai ao banheiro para interromper por alguns minutos a vertiginosa loucura da fábrica. Passados alguns segundos, aparece na parede do banheiro, numa tela de TV do tamanho de uma tela de cinema, nada menos do que o gerente, que ordena ao operário a volta imediata ao trabalho.
Chaplin preconizou o "Big Brother" de George Orwell, mostrando que, nos tempos modernos, a privacidade de todos nós seria invadida pela tecnologia e pelos interesses da produção política, cultural, econômica e industrial.
Não apenas nas fábricas e escolas está havendo a invasão da privacidade. Em nome da segurança, lojas, bancos, edifícios de apartamentos estão sendo monitorados pelo olhar eletrônico de câmeras sofisticadas, que, em alguns casos, ajudam a identificar criminosos e suspeitos.
No fundo, é um problema de custo e beneficio. Para termos um pouco mais de segurança e de respeito aos bens públicos, somos obrigados a aceitar a invasão de um pedaço de nossa intimidade.
Em breve, ao nascer, uma criança terá enxertado em seu pequenino corpo um chip que controlará, via satélite, todos os movimentos que ela fizer até o fim de sua vida. E não apenas os movimentos, mas os pensamentos, as dúvidas, os recalques e as intenções. A humanidade será robotizada em nome da eficiência e da segurança. Não há dúvida: vivemos tempos modernos.
fonte: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz0612200605.htm

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Marobomba



Folha de São Paulo, domingo, 29 de outubro de 2000
SAÚDE
Conclusão faz parte de estudo que seria o primeiro no Brasil a associar o uso de anabolizantes à dependência psíquica
Anabolizante leva a internação psiquiátrica
KARLA MONTEIRO - DA REPORTAGEM LOCAL

A busca dos músculos esculpidos à base de remédios está levando jovens de aparência saudável aos consultórios psiquiátricos e clínicas de tratamento de viciados em drogas. É o que mostra o estudo "Esteróides anabolizantes: nova droga de abuso?", coordenado pela psiquiatra Magda Waissman, professora da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) e da Universidade Estácio de Sá.
Concluída este ano, a pesquisa analisa o caso de seis jovens -quatro brasileiros e dois norte-americanos- que recorreram a internações em clínicas para se livrarem das "bombas", apelido dos hormônios masculinos produzidos em laboratórios que rendem aos adeptos de exercícios físicos força, velocidade, resistência e muita massa muscular.
Apesar de restrito somente a seis casos, o trabalho, segundo especialistas, tem um mérito incontestável: é o primeiro no Brasil a associar o uso de anabolizantes à dependência psíquica, enquanto os danos físicos provocados por esses remédios já são estudados cientificamente à exaustão.
"Já tratei sete casos de jovens usuários de anabolizantes. Até agora, contamos com a experiência clínica para conectar os distúrbios emocionais desses garotos aos remédios", diz o psiquiatra Jorge Cesar Gomes de Figueiredo, diretor da Clínica Vitória, em SP.
De acordo com ele, um dos seus pacientes tomava altas doses de anabolizantes e perdia em média cinco horas por dia na academia.
"Acho que podemos comparar a dependência de anabolizantes a distúrbios como a anorexia (perda de apetite com causas psíquicas). Essas pessoas não admitem largar os remédios porque acreditam que dependem dele para manter a força física", comentou.
"Eu concordo com este estudo. O uso de anabolizantes é uma questão de saúde pública. Cada vez mais jovens estão ingerindo quantidades absurdas dessas drogas. Eles têm uma dependência psíquica, que os leva a aumentar a dosagem quando percebem que os efeitos físicos não são mais os mesmos", disse o urologista Jorge Hallack, professor da Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo).
Ele conta que recebe em seu consultório, em média, um caso por semana de garotos com atrofia testicular ou esterilidade provocada pelo abuso de esteróides. "Não trato da parte psicológica, mas é fácil diagnosticar a dependência. Já tratei garotos de 15 anos com atrofia testicular", declarou.
Há vozes discordantes. O fisiologista Turíbio Barros, do Centro de Medicina Esportiva da Universidade Federal de São Paulo, associa os efeitos psicológicos dos anabolizantes a surtos psicóticos.
"O anabolizante não age direto no sistema nervoso central, como outras drogas de dependência. A combinação de anabolizantes e exercícios físicos gera um quadro de surto psicótico. Certamente usuários contínuos de anabolizantes precisam de acompanhamento psiquiátrico." Nos EUA, já há várias pesquisas sobre os efeitos psicológicos acarretados pelo uso contínuo de anabolizantes.
Em trabalho recente, o NIDA (National Institute on Drug Abuse) concluiu que o abuso desses medicamentos provoca "comportamento violento, às vezes homicida, ataques de fúria e hostilidade, além de fadiga, perda do apetite, insônia e desejo incontrolável de consumir a droga."
A dependência gerada pelos anabolizantes, segundo Magda, é equivalente ao vício em cocaína ou outra droga similar. "Quando usam anabolizantes, a busca é pelas mesmas sensações: prazer, segurança, poder etc.", comparou.
Nos seis casos pesquisados, as consequências do abuso de "bombas" que levaram os jovens ao tratamento psiquiátrico são as mesmas: irritabilidade, acessos de fúria, crises de euforia ou depressão, transtornos de humor, dificuldade de interromper o uso e recaídas após curtos prazos de abstinência. Magda aponta a dismorfia muscular como um dos principais fatores que leva à compulsão por anabolizantes.


Especialistas alertam sobre risco de abuso
DA REPORTAGEM LOCAL

O abuso do uso de esteróides anabolizantes por fisiculturistas não é novidade. No ano passado, a fisiculturista Lúcia Helena de Jesus Gomes morreu aos 33 anos. Causa da morte: hepatite medicamentosa, lesão irremediável no fígado causada por excesso de anabolizantes.
O maior problema atual, segundo especialistas, é a adesão às drogas nas academias convencionais.
"Muitas vezes, o próprio instrutor é quem chega para o aluno e diz que o seu desenvolvimento chegou ao limite. Aí vem a sedução pelos esteróides", explica o fisiologista Turíbio Barros, do Centro de Medicina Esportiva da USP.
Segundo Jorge Steinhilber, presidente do Conselho Federal de Educação Física, não há estatísticas sobre o número de usuários de anabolizantes nas academias convencionais. O conselho tem fiscalizado as academias para reduzir o número de instrutores sem formação em curso superior.
"Com a saída dos professores não-formados, temos percebido a redução do consumo de anabolizantes nas academias." Os esteróides anabolizantes, hormônios sintetizados em laboratório, aumentam a capacidade do corpo de absorver proteína, o que acelera o desenvolvimento da musculatura, além de reter líquido, provocando o inchaço dos músculos. Só que o efeito aparente gera sérios danos à saúde física também. Nos homens, provoca atrofia dos testículos, impotência, esterilidade, obstrução da bexiga e câncer de próstata.
Nas mulheres, causa virilização, engrossamento da voz, hipertrofia do clitóris e redução das mamas. Em ambos os sexos, pode resultar em distúrbios hepáticos, câncer de fígado, entre outros problemas.

Estudante de Manaus teme recaída
DA REPORTAGEM LOCAL

O estudante de direito Tabira Ferreira Neto, 26, de Manaus, enfrentou cerca de dois anos de tratamento psiquiátrico para livrar-se dos anabolizantes. Há um ano sem consumir o remédio, ele diz que ainda sente falta e teme uma recaída. Tabira usou esteróides por quase quatro anos. Durante esse período, ganhou muitos músculos, mas interrompeu a universidade, e, durante surtos de cólera, agrediu a mãe e namorada.
Folha - Como você começou a usar anabolizantes? Tabira Ferreira Neto - Entrei para uma academia de musculação aos 16 anos. Um dia cheguei para um dos professores e disse que todo mundo conseguia resultados melhores do que eu com a malhação. Então ele me contou sobre os anabolizantes. A partir daí comecei a usar. Eu pesava 60 kg e rapidamente ganhei 10 kg.
Folha - Então você foi incentivado a tomar o remédio dentro da academia? Neto - Fui. É assim que acontece dentro das academias.
Folha - Onde você conseguia comprá-lo? Neto - É muito fácil. Os próprios professores e alunos da minha academia vendiam. Principalmente os professores. É um tráfico como outro qualquer. Eles viajam para os EUA e trazem para vender aqui.
Folha - É comum o uso de anabolizantes nas academias? Neto - Antes não era muito comum. Hoje muita gente toma anabolizante. Virou uma coisa normal. Realmente a pessoa tem um resultado rápido, mas são músculos falsos. Você pára de tomar e volta ao normal.
Folha - Você tomou anabolizantes por muito tempo? Neto - Acho que por uns 4 anos. As pessoas fazem ciclos. Tomam por um tempo e param por um tempo.
Folha - Quanto você gastava com anabolizantes por mês? Neto - Mais ou menos uns R$ 300.
Folha - Como você se sentia quando estava usando anabolizantes? Neto - Minha auto-estima ia lá em cima. Ficava eufórico com os resultados da malhação. Mas, com o tempo, fui ficando muito agressivo e irritado com tudo. Cheguei a agredir a minha mãe e minha namorada. Não tinha controle sobre mim.
Folha - E quando parava? Como você se sentia? Neto - Muito deprimido. Meu corpo não reagia sem anabolizantes. Eu não tinha vontade de fazer nada. É igual a cocaína. Pira. Eu tranquei a faculdade por um ano porque não conseguia fazer nada. Só pensava em tomar anabolizante e malhar.
Folha - Por que você procurou ajuda psiquiátrica? Neto - Porque os anabolizantes estavam afetando tudo na minha vida, a minha cabeça. Eu não conseguia parar para ler um livro. Quando não estava deprimido, estava irritado, agressivo.
Folha - Você ainda sente vontade de tomar anabolizantes? Neto - Eu sei que não estou livre disso ainda. Qualquer hora posso ter uma recaída. A vida inteira serei um adicto. Hoje faço de tudo para ficar longe. Mudei de academia, faço acupuntura e outras coisas. São alternativas para não voltar.
Folha - Você sente falta? Neto - Sinto.

Rapaz ficou internado duas vezes
DA REPORTAGEM LOCAL

O carioca L.F.G., 23, morador da Ilha do Governador, bairro de classe média do Rio de Janeiro, deixou há duas semanas a clínica Jorge Jarder, especializada no tratamento de viciados em drogas. Foi a segunda internação em um mês -ambas motivadas pelo consumo de anabolizantes.
Ele afirma que o consumo entre jovens no Rio é muito alto. Diz ainda que os "marombeiros" (gíria para os frequentadores de academias de musculação) injetam a droga também em seus cães, geralmente da raça pit bull, para que fiquem mais fortes e agressivos.
Folha - Qual foi a causa da sua última internação? Em setembro, depois de um período de abstinência, voltei a tomar anabolizantes. Em casa, usava roupas largas para que meus pais não percebessem que o meu corpo estava inchando de novo. Saltei de 82 kg para 88 kg em questão de dias. Na rua, colocava camisetas cavadas e procurava brigas. Eu fumava maconha o tempo inteiro para tentar me conter. Fiquei um mês internado.
Folha - Quando você começou a usar anabolizantes? Há três anos, em 1997. Na época, fui largado por uma namorada, e o cara com quem ela estava saindo começou a me ameaçar. Eu pesava 68 quilos. Então pensei em tomar bomba (anabolizante) para intimidá-lo e também para levantar a minha auto-estima, que estava no chão.
Folha - Você conseguiu o resultado que queria? Consegui. Em um mês, eu estava com 82 kg. Sentia-me bem. As pessoas se intimidavam comigo na rua. Não sentia ainda os efeitos colaterais (irritabilidade ou agressividade). Só um pouco de insônia, sudorese e muita fome.
Folha - O que você tomava e onde conseguia? Eu tomava de tudo exageradamente. Nem seguia os ciclos que a maioria das pessoas seguem. Queria resultados rápidos. Os meus amigos diziam que eu estava pegando pesado. Na academia eu comprava de tudo. Se eu fizer uma lista de cabeça lembro uns dez nomes de gente que vende. São sempre pessoas ligadas a academias, professores ou alunos.
Folha - Quando você começou a sentir que não andava muito bem? Acho que na Copa de 1998. Tudo era desculpa para uma briga. Nem eu nem meu terapeuta sabíamos que o meu descontrole vinha do abuso de anabolizantes. Ele (o terapeuta) achava que era um distúrbio mental. Depois do carnaval do ano passado, tive um ataque de fúria e quebrei a minha casa inteira. Os caras da ambulância chegaram para me levar ao hospital e quebrei o nariz de um deles. Fiquei internado dois meses. Foi aí que começaram a relacionar a minha agressividade aos anabolizantes.
Folha - Você é vaidoso? Na sua opinião, o uso de anabolizantes tem a ver com vaidade? No início era insegurança. Não foi vaidade. Depois virei um narcisista. Olhava-me no espelho o tempo todo. Pedia a minha namorada que medisse o meu bíceps várias vezes por dia. Eu nunca achava que estava bom. Estava um monstro e me achava magro ainda.
Folha - Há um incentivo nas academias para o consumo de anabolizantes? É a mesmíssima coisa de um grupo de drogados. Um incentiva o outro. Posso afirmar que muitos dos meus amigos que usam anabolizantes chegam a aplicar a droga nos pit bulls. O cachorro tem a mesma reação do ser humano: fica agressivo. Por isso, ataca as pessoas na rua.
Folha - No Rio, o consumo de anabolizantes é alto? Muito alto. Estou horrorizado com a quantidade de mulheres tomando anabolizantes. Como não é uma droga que você tem que subir o morro para conseguir, os usuários não se sentem drogados. Hoje eu sei que sou um viciado.
Folha - Como você se sente hoje? Continuo me sentindo irritado. Desde que saí da clínica, não me pesei para não entrar na paranóia de malhar e tomar anabolizantes. Estou tomando remédios para controlar o humor e frequentando o grupo de Narcóticos Anônimos.

terça-feira, 30 de outubro de 2007

Palhaçada é essa corja tomando conta de um esporte tão querido por todos!



São Paulo, domingo, 28 de outubro de 2007
JUCA KFOURI
País de palhaços
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A Copa do Mundo de 2014 no Brasil nem está ainda oficializada e os escândalos já começaram. Que festa!
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ESCÁRNIO . Indecência. Há outras palavras. Vergonha. Imoralidade. Cara de pau. Cinismo. Impunidade.
Escolha!
Pois eis que o mesmo Ricardo Teixeira que tudo faz para impedir uma CPMI sobre lavagem de dinheiro em nosso futebol, embora devesse ser ele o principal interessado na apuração, presidirá a comissão organizadora da Copa de 2014 cujo estatuto a coloca acima do bem e do mal.
E com registro em cartório, como descobriu o excelente Rodrigo Mattos, desta Folha. Embora o governo vá arcar com a maior parte dos gastos, nada de governo na comissão, cujos membros não terão de responder pelo que vierem a fazer.
Parece brincadeira, mas não é.
Está lá, escrito, no estatuto da Associação Brasil 2014, como transcrito na reportagem da última quinta-feira. Mesmo assim, um trem da alegria parte para Zurique para ver a cerimônia de cartas marcadas, na qual a Fifa, sem alternativas, oficializará a candidatura única do Brasil.
Vão do presidente da República a alguns dos governadores dos principais Estados do país, verdadeiro aval ao presidente da CBF, este que "goza de peculiar autonomia", como está no artigo 30 do estatuto. E a tudo assistimos como se fosse normal, corriqueiro.
E não é.
Aliás, tanto não é que o presidente da Fifa já começa a repensar o esquema de rodízio dos continentes, porque se deu conta, quando chegou a vez da América do Sul, que aqui não há concorrência, que o capitalismo deste lado do mundo é dos apaniguados, dos conchavos entre os iguais, sem esquecer que o cartola máximo da Argentina, Julio Grondona, está enrascado em inquérito sobre lavagem de dinheiro no Uruguai.
E Joseph Blatter, por mais que seja quem é, preocupa-se, ao menos, em salvar aparências, algo que não faz parte das preocupações dos cartolas deste lado do mundo.
E Lula, José Serra, Aécio Neves, Sérgio Cabral, todos no mesmo barco, ou melhor, no mesmo vôo!
Até a imprensa golpista, asneira inventada pela imprensa evangélica, cala-se e, em grande parte, apóia a aventura, desinteressada em saber quem é o comandante, até porque o conhece bem...
E você pensa que alguém ficou muito indignado com a reportagem de Mattos?
Bobagem, ficou nada, entrou no rol daquelas coisas que são assim mesmo, que fazem parte, está surpreso com o quê?
Na verdade, nem devia merecer a página de abertura do caderno de esportes deste jornal... É tanta mentira que faz o nariz crescer, que, por isso, não há bolinhas vermelhas suficientes para que cada um de nós possamos desfilar como temos feito por merecer.

Mais palhaçadas
E lá vem o Clube dos 13 com projeto de mudar a fórmula do Campeonato Brasileiro de 2009, para que tenha um octogonal ou um quadrangular final, o que forçará mais rodadas em meio de semana e mais sacrifício para um eventual clube brasileiro que vá ao Mundial. Tudo porque a torcida está feliz.

blogdojuca@uol.com.br

terça-feira, 16 de outubro de 2007

Será este o tipo de professor que estamos formando?


G1
WWW.G1.COM.BR
O PORTAL DE NOTÍCIAS DA GLOBO

16/10/2007 - 10h09 - Atualizado em 16/10/2007 - 10h27
Acusado de causar acidente de trânsito é solto no DF
Justiça concedeu habeas corpus a Paulo César Timponi.
Ele é acusado de participar do 'racha' que causou a morte de três mulheres.
Do G1, em Brasília, com informações do DFTV entre em contato

O professor de educação física Paulo César Timponi, de 49 anos, saiu da cadeia na noite desta segunda-feira (15), após o Tribunal de Justiça do Distrito Federal lhe conceder um habeas corpus. Timponi é acusado de participar de um “racha” que causou a morte de três mulheres no sábado, dia 6 de outubro, na Ponte JK, que liga a área central de Brasília ao Lago Sul, bairro nobre da cidade.

Segundo a desembargadora Sandra de Santis, a prisão preventiva do professor de educação física era ilegal, já que o Ministério Público não havia apresentado denúncia contra o acusado. Timponi estava preso desde o dia 10 deste mês.

Depois que a desembargadora concedeu o habeas corpus, o promotor de justiça do Ministério Público Maurício Silva Miranda denunciou Timponi pelo crime de homicídio doloso (com intenção de matar) qualificado. Junto à denúncia, o promotor pediu a prisão preventiva de Timponi, que pode retornar para a delegacia nesta terça-feira (16).

“À disposição das autoridades”

Paulo César Timponi saiu da cadeia acompanhado por dois policiais. Ainda no corredor da Delegacia de Polícia Especializada (DPE), encontrou-se com os seus advogados de defesa, que o orientaram a não dar entrevista.

“Desde as primeiras horas em seqüência do acidente, Paulo César Timponi está à disposição das autoridades. E assim permanecerá se o habeas corpus for confirmado pela turma até o final desse processo”, afirmou um dos seus advogados, Cláudio de Alencar.

Andamento das investigações

Exames da perícia confirmaram que, além de bebida alcoólica, havia cocaína e maconha no carro de Paulo César Timponi. Ele já acumulava multas, a maioria por excesso de velocidade.

Testemunhas disseram que uma caminhonete S-10 teria participado de um "racha" com o professor de educação física. Interrogado pela polícia, o motorista Marcelo Costa Sales, 23 anos, negou qualquer participação. Ele foi liberado depois de prestar depoimento à polícia.

Fonte URL: http://g1.globo.com/Noticias/0,,PIO150878-5598,00.html